 Agecon O segundo dia de reuniões entre lideranças da sociedade civil organizada e o governador em exercício, Omar Aziz, além da cúpula da segurança pública do estado, foi marcado pela apresentação de sugestões para a melhoria do trabalho das polícias e por apelos por uma maior repressão ao tráfico de drogas. “Acreditamos que o nosso bairro, o Alfredo Nascimento, precisa trabalhar focado no policiamento descaracterizado para que os traficantes sejam mais rapidamente identificados e presos”, sugeriu o presidente da Associação de Moradores do bairro, Romeu Costa, lembrando que Cicom (Companhia Independente da PM) precisa conter o tráfico drogas no único campo de futebol na região. Desde que foi convocado pelo governador Eduardo Braga a acompanhar de perto as ações de segurança, Omar Aziz tem se reunido constantemente com toda a estrutura das polícias e, nesse segundo momento, está realizando uma série de encontros em todas as zonas da cidade. “Sabemos que os elogios são bons, mas o que queremos ouvir são os problemas para podermos redimensionar as ações e traçar um planejamento estratégico que vá ao encontro dos anseios da população”, disse Omar. Segundo ele, a questão da falta de polícias nas ruas será equacionada com a contratação de mais 2.500 policiais militares mil civis nos próximos meses. Ativa integrante dos movimentos sociais do Santa Etelvina, Cristiane Teles lembrou que a grande maioria do crimes que ocorrem no bairro tem ligação direta com o tráfico de drogas, por isso, pediu que quem souber aponte nos formulários distribuídos os locais e nomes de traficantes para que a polícia possa agir. “Nossa comunidade anda muito triste e temerosa com o que vem acontecendo por lá”, afirmou. Já o conselheiro tutelar do bairro Monte das Oliveiras disse que na sua comunidade o problema não é de falta de policiamento, mas sim de estrutura das polícias, principalmente com as viaturas que servem às delegacias e ao batalhão da PM. “As motocicletas fazem mais falta porque são o único tipo de veículo que penetra nos becos e vielas, mas estão sempre quebradas e paradas nas oficinas”, garante Alan Mendonça, afirmando que a cena já se tornou comum na região. Alan também sugeriu que a polícia realize rondas regulares nos horários de entrada e saída das escolas a fim de evitar que os alunos sem envolvam em brigas ou com os vendedores de drogas que ficam nas imediações. Fonte: Agecom
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